Ego.
Egoísmo.
Egotismo.
Egocentrismo.
Egolatria.
Vaidade!
De acordo com a psicanálise, ego é uma instância psíquica que permite que o indivíduo proteja-se da realidade, das pulsões e dos imperativos do superego. Laplanche e Pontalis explicam que, do ponto de vista dinâmico ( já que o ponto de vista tópico e o econômico não caberiam nesta minha reflexão), o ego representa no conflito neurótico, o pólo defensivo da personalidade; põe em jogo uma série de mecanismos de defesa, estes motivados pela percepção de um afeto desagradável, ou seja, um sinal de angústia.
As ações controladas pelo ego, muitas vezes são puramente defensivas. O ego gera uma espécie de proteção da realidade e permite que o indivíduo se defenda daquilo que não lhe agrada. Essas ações defensivas do indivíduo podem ser consideradas como expressão da vaidade do ego.
É comum as pessoas sentirem intenso desejo de vingança quando lhes acontece um fato no qual se sentem desprivilegiadas. Há também certa dificuldade em aceitar que o outro se saia melhor em uma determinada situação ou mesmo que tenha imaginado uma forma diferente de sair desta. Todas essas impressões são imanentes à vaidade.
É dessa vaidade que surge então, como um mecanismo de defesa, o ressentimento! Ah… mas esse é um afeto que poucos têm a coragem de assumir que sentem! Para Nietzsche, o ressentimento é um afeto que “não ousa dizer seu nome”. Com base nisso, Maria Rita Kehl, afirma que o ressentimento “quando nomeado, revela sua face negativa, de envenenamento psíquico e moral; mas quando é velado por uma pretensa pureza moral, goza da adesão e da simpatia da maior parte das pessoas”.
Não é difícil reconhecer o ressentido. Ele tem o desejo de vingança fortemente instalado em seus pensamentos. Mas não tem desejo pela vingança banal de querer ver o outro sofrer o mesmo que ele sofreu. Não, muito pelo contrário: a melhor vingança para o ressentido é exibir diante do ‘agressor’ um bem conquistado, um sucesso, um momento de felicidade.
A exibição de algum momento de felicidade, de algo bem sucedido diante daquele que fez o indivíduo tornar-se ressentido é um simples mecanismo de defesa do ego para escapar de uma realidade que não lhe agrada e não passa de uma forma de expressão da vaidade do ego!

Tatiana Paletti

9 Respostas para “Movimento Retilínio Uniforme”


  1. 1 yane Janeiro 31, 2007 às 2:42 pm

    nós somos como todo mundo.

  2. 2 Misson Fevereiro 2, 2007 às 6:32 pm

    Eu pensei que fosse métodos.

  3. 3 senhor K Fevereiro 8, 2007 às 8:42 pm

    não sombes das Palavras da Salvação;
    ou morre eternamente feliz.

  4. 4 yane Fevereiro 9, 2007 às 8:53 pm

    somos bem dotados.

  5. 5 Matheus Fevereiro 13, 2007 às 6:24 am

    principalmente a tal de Marôca.

  6. 6 Misson Fevereiro 14, 2007 às 2:28 am

    Matheus não falaria uma coisa destas.
    Gente, vamô ter dicernimento, por favor.

  7. 7 Marcos Maio 27, 2007 às 4:33 am

    Pensei que fosse Educação Física!!!
    Ah que merdo, queria bater uma bola…
    Putz!!

  8. 8 No Senso Sociais Maio 16, 2008 às 11:14 pm

    Caríssimos colegas,

    Agradecemos a gentileza de colocarem um link para o nosso blog aqui. Não sabemos se os autores deste blog são do curso de Ciências Sociais USP mas, de qualquer maneira, colaborações serão aceitas. Tudo com muito bom humor, distinção e galhardia.

    No Senso Sociais (abaixo o senso comum no curso de CS).

  9. 9 flavio fernandes Novembro 18, 2008 às 9:22 am

    movimento é momimentar se


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“Enquanto isso, no lustre do castelo…”

iequetingueleguelê

"...Xanduzinha, que vergonha Espezinharam-na-fulô E chegou um chamego chamado pop Ah, puta que pariu, Bate funk bate folk Ah, puta que pariu Bate estaca, bate rock Ah, puta que pariu..."

Tic Tac Tic Tac…

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