ou, o Movimento Estrabista.
Segure com força a mandíbula de um tigre. Dê três voltas ao redor do seu eixo e escolha três ou quatro palavra morfologicamente ideais para seu delírio. Depois, levante uma bandeira branca como sinal de seu luto e quicá um ou dois meninos pelados para simbolizar a sua guerra suja.
Nós não temos educação. Nós somos o futuro da nação.
Redija três ou quatro manifestos durante a sua vida inteira. Plante uma árvore e ao redor dela, faça um muro de arame farpado com os dizeres: I DON’T KNOW, em húngaro. Se dirija a um monte, o maior deles, e lançe uma moeda em diração ao centro urbano. Peça um milagre, um pão com ovo e um futuro melhor a nosso filhos e primos.
Nós não somos cegos. Apenas fingimos que não vemos.
Cante uma opereta, abusando do si bémol e das cornetas. Fale palavrões do tipo: Amor, Respeito e Coleguismo. Nunca, mas nunca mesmo repita isso. Consuma sua raiva interna e lance mão de todos os seus artificios para o bem comum de sí mesmo, não esqueçendo é claro que os fins justificam a ganância. Colecione estupidez, hinos de louvações e as caras e bocas certas para todos os momentos. Não seja pego de supresa.
Nós não temos coragem. Nós estamos de Luto.
Não se esqueça de contar até cinco em cada momento de rebeldia. Não faça nada que seu pai não faria, mas faça tudo o que a tv ordena. Leia livros, compre albuns de figurinha. Cole seu nome completo em tudo o que escrever, da lista de supermercado á peça de arte ou o livro escrito. Não escreva livros.
Nós somos os passáros da nação. E amargamos com ela, a incerteza do amanhã.
O Movimento Estrabista não tem sonhos. Nós temos Metódos.
