Arquivo para Março, 2009

Nobre, Marcos. 2004

Historicamente, entretanto, o grande projeto de emancipação da razão humana esteve sempre colocado na determinação racional dos fins, ou seja, no debate e na efetivação daqueles valores julgados belos, justos e verdadeiros. No capitalismo administrado, a razão se vê reduzida a uma capacidade de adaptação a fins previamente dados de calcular os melhores meios para alcançar fins que lhe são estranhos. Essa racionalidade é dominante na sociedade não apenas por moldar a economia, o sistema político ou a burocracia estatal, ela também faz parte da socialização, do processo de aprendizado e da formação da personalidade.
(…) por que a racionalidade das relações sociais humanas, ao invés de levar à instauração de uma sociedade de mulheres e homens livres e iguais, acabou por produzir um sistema social que bloqueou estruturalmente qualquer possibilidade emancipatória e transformou os indivíduos em engrenagens de um mecanismo que não compreendem e não dominam e ao qual se submetem e se adaptam, impotentes. [?interrogação?] Esse problema mais geral se traduz na tarefa de compreender como a razão humana acabou por restringir-se historicamente à sua função instrumental, cuja forma social concreta é a do mundo administrado.
(…) Sendo assim, a racionalidade como um todo reduz-se a uma função de adaptação à realidade, à produção do conformismo diante da dominação vigente. Essa sujeição ao mundo tal qual aparece não é mais, portanto, uma ilusão real que pode ser superada pelo comportamento crítico e pela ação transformadora. Ela é uma sujeição sem alternativa (…) uma vez que não são mais discerníveis as tendências reais da emancipação. A dominação total e completa da racionalidade instrumental sobre o conjunto da sociedade capitalista resulta então no mencionado bloqueio estrutural da prática.

Carta ao Bradesco

Carta ao BradescoPostado em outubro 6th, 2008 por carneiro em Política
Senhores Diretores do Bradesco,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.

Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.

Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível, etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?

Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do
pão, assim como, todo e qualquer serviço.

Além disso, me impõe taxas. Uma ‘taxa de acesso ao pãozinho’, outra ‘taxa por guardar pão quentinho’ e ainda uma ‘taxa de abertura da padaria’. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma ‘taxa de abertura de crédito’ equivalente àquela hipotética ‘taxa de acesso ao pãozinho’, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma ‘taxa de abertura de conta’.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa ‘taxa de abertura de conta’ se assemelharia a uma ‘taxa de abertura da padaria’, pois, só é possível fazer negócios com o padeiro
depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios’. Para liberar o ‘papagaio’, alguns gerentes inescrupulosos cobravam um ‘por fora’, que era devidamente embolsado.
Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um ‘por fora’ temos muitos ‘por dentro’.

Tirei um extrato de minha conta – um único extrato no mês – os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 ‘para a manutenção da conta’ semelhante àquela ‘taxa pela existência da padaria na esquina da rua’.

A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre – uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.

Semelhante àquela ‘taxa por guardar o pão quentinho’.. Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.

Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc. e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso.

Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade.

Repassem esta msg pra seus contatos, quem sabe, muda alguma coisa?
E como diz o velho ditado: A esperança é a última que morre!

(extraído de http://www.blogdolimao.com)

Peanuts.

- EU TE DOU UM MURRO, CHARLIE BROWN! EU TE QUEBRO, CHARLIE BROWN!
-Pera aí! Já te ocorreu que a razão pela qual as nações não se dão é a incapacidade das pessoas se entenderem? Se você e eu…

POU!

- Minha única esperança é ela chegar a ser uma estudante de Ciências Políticas!

(Charles M. Schulz)

Cruz, Juliana. 2008

A Híndira não é tão legal assim.

Butler, Laclau e Zizec. 2003

… isto sucede quando pensamos que encontramos um ponto de oposição à dominação e logo nos damos conta de que esse mesmo ponto de oposição é o instrumento através do qual opera a dominação, e que sem querer fortalecemos os poderes de dominação através de nossa participação na tarefa de opormo-nos. A dominação aparece com maior eficácia precisamente como seu “Outro”. O colapso da dialética nos dá uma nova perspectiva porque nos mostra que o mesmo esquema pelo qual distinguem-se dominação e oposição dissimula o uso instrumental que a primeira faz da última.

Sonho que se sonha só parece mais fácil de ser realidade.

Sonho que se sonha só parece mais fácil de ser realidade.

pEANUTS

- Você devia pensar em ser presidente, Charlie Brown…
- Eu não. Jamais poderia ser presidente.
- Claro que poderia, Charlie Brown. Mas você deve começar a planejar desde já!
- Você talvez tenha razão, Lucy… Se eu começar a planejar desde já, pode ser que um dia eu venha a ser presidente, né?
- Você presidente? HA HA HA HA!!!

(Charles M. Schulz)

Próxima Página »


“Enquanto isso, no lustre do castelo…”

iequetingueleguelê

"...Xanduzinha, que vergonha Espezinharam-na-fulô E chegou um chamego chamado pop Ah, puta que pariu, Bate funk bate folk Ah, puta que pariu Bate estaca, bate rock Ah, puta que pariu..."

Tic Tac Tic Tac…

Março 2009
S T Q Q S S D
« Fev   Abr »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Olha só meu mais novo pecadinho!