
Arquivo para Janeiro, 2009

- Sócrates é jogador de futebol e médico. (exercendo ou não, uma vez sendo um desses, sempre se é um desses)
- Garrincha não foi médico mas, matou a sogra
- Suzana Vieira continua sorridente, afinal, tem maior benção nessa vida que a morte do (mau) ex?
- Quem é vagabundo(a) com amigo(a) meu(minha), é vagabundo(a) comigo também e eu excluo da balada, right?! (assim, a la Zé Pequeno)
Perdoem o riso a la José Wilker que me invade nesse momento. Mas, garanto-lhes que a insegurança e o bom senso ainda me mantém como boa cidadã.
H
“Eu mesmo me diverti muito ao usar estatística, trabalhar com números e filosofar analiticamente sobre algo instintivo que acontece em menos de um segundo com o corpo. Há uma certa ironia, quase lúdica, em produzir algo demorado, mental e discursivo sobre uma coisa breve, corporal e impulsiva.”
Instante no qual ela desgosta a opinião pública
Publicado Janeiro 23, 2009 [5] - Táxi? 2 ComentáriosOs personagens ideias para um romance fracassado:
4 mulheres de idades diversas, todas trabalham na mesma loja de discos.
Kanerina é dos timbres mais irritantes já escutados, engasga as palavras, repete mais de três vezes a mesma coisa. Usa de frases negativas, detesta atender pessoas e ainda assim o faz. Parece não ter vida social ativa, tampouco vida sexual. Se espanta com qualuqer ruído, qualquer murmúrio, qualquer barulho que o valha. Aprecia fofocar e julgar os outros.
Vale ressaltar que apreciar fofocar e julgar os outros, portando-se como superior em qualquer situação, é pré-requisito para trabalhar em tal lugar.
Florentina, a mais velha de todas. Também a mais fofoqueira, examina-lhe dos pés à cabeça, ouve todas as suas ligações, tem ouvido aguçado e capacidade de preencher lacunas para produzir boatos a partir do que foi ouvido ao telefone. Isso é característica comum a todas as personagens.
A Senhora Florentina observa desde unhas a cabelo, tece comentários dos mais machistas e conservadores, denigre todas as pessoas a respeito das quais comenta e espalha tudo o que ouve a respeito dos outros, sem nenhuma averiguação e sem o consetimento do mesmo.
Assim como também é consenso entre todas as personagens uma rotina maçante, certa falta de criatividade ou interesse por temas variados.
Não se fala de política na loja de discos.
Fala-se de roupa, sapatos, acessórios, vida amorosa, tragédias e tudo de mal que possa acontecer a qualquer pessoa.
Vale ressaltar que é costume de todas as personagens falar mal umas das outras, na ausência da que é difamada.
Tem a mocinha, um tanto obesa, que se acha a cabrocha mais bonita de qualquer ala. Ela usa de certa displicência para deixar de executar as tarefas do trabalho. Isso também é característica de todas as personagens do tal romance.
Tem a devota. Porque, em todo romance fadado ao fracasso sempre tem uma crente do cu quente, que paga de santa, de esposa-mãe-devota do bem. E essa aí é amarga até no jeito de impor a voz, tocar, passar os objetos, fazer que não ouviu, manipular o tempo de modo que funcione como lhe convier…
Escuta, já que é fadado ao fracasso mesmo, bora parar por aqui.
H
Penso que a ansiedade é o único sentimento não inventado, porque ela se assemelha ao peito vazio de ar da criança que grita depois do tapa do médico. É a dor pelos pulmões serem inundados de ar pela primeira vez.
Os demais sentimentos são permeados por tempo-espaço, fruto da civilização, relações interpessoais, way-of-life, satus quo e qualquer cousa que o valha.
H
“Se a Natureza não tivesse criado as mulheres e os escravos, teria dado ao tear a propriedade de fiar sozinho”
A questão permanece: Ser mulher, dói?