Arquivo para Setembro, 2008

Quer o quê?

Arara, dá-me tua mão!
É o que sempre digo ao acordar.
Ela ri, daquelas gargalhadas sonoras e irritantes. Ela perde o ar e engasga no meio da risada. Encosta a mão junto ao baço, à cintura e diz:
Mas, eu sempre estou de mãos dadas contigo, tesouro.
É cheiro de fumo de rolo no ar e seus olhos são vermelhos. Não é caipora nem nada.
Mas, eu digo que não sinto sua mão não, que dessas coisas literárias só deixa cheiro na mente. Quiçá, num sonho eu sinta daqueles apertões de mão fortes, descritos nos livros, ou aquele abandono no laço de um dedo em outro, o suor e coisa e tale.
Tu me encara, Arara. Quer o quê? Meu cu? Minha alma? Minha lama? Tome tento, Arararararara… Ora, veja!

H

Pede a saideira, Courbet!

O quadro se chama O Homem Ferido, do pintor Gustave Courbet (1819-1877). É um auto retrato. Ele está ferido na altura do coração, resultado de um confronto e cousa e tale. Mas, radiografias feitas na década de 70 revelaram que há, por baixo do que se vê pintado hoje, um esboço diferente. Ele estava abraçado a uma mulher, dizem que era sua esposa (ou simplesmente a mãe de seu filho) e que a pintura foi alterada pelo pintor após este ter sido abandonado pela mulher. Daí, concluir que o coração ferido, em verdade…

há, por baixo do que se vê pintado hoje, um esboço diferente
há, por baixo do que se vê pintado hoje, um esboço diferente
há, por baixo do que se vê pintado hoje, um esboço diferente

Ele está ferido na altura do coração.
Quem não está ferido na altura do coração?

H

Agora falando sério
Eu queria não mentir
Não queria enganar
Driblar, iludir
Tanto desencanto
E você que está me ouvindo
Quer saber o que está havendo
Com as flores do meu quintal?
O amor-perfeito, traindo
A sempre-viva, morrendo
E a rosa, cheirando mal

Agora falando sério
Preferia não falar
Nada que distraísse
O sono difícil
Como acalanto
Eu quero fazer silêncio
Um silêncio tão doente
Do vizinho reclamar
E chamar polícia e médico
E o síndico do meu tédio
Pedindo pra eu cantar


“Enquanto isso, no lustre do castelo…”

iequetingueleguelê

"...Xanduzinha, que vergonha Espezinharam-na-fulô E chegou um chamego chamado pop Ah, puta que pariu, Bate funk bate folk Ah, puta que pariu Bate estaca, bate rock Ah, puta que pariu..."

Tic Tac Tic Tac…

Setembro 2008
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Olha só meu mais novo pecadinho!