Arquivo para Julho, 2008

bando de merdas!!!!

vocês são um bando de merdas.
ponto!

“Ah, se tu soubesses…”

Tudo novo, principalmente o silêncio. A paz de fumar o cigarro na sala, sem ninguém tossindo de fundo. O chuveiro quente, a briga para domar o chuveiro a gás. Os pés descalços. A gostosa sensação de que niguém pensa em você naquele exato momento (sim, esta sensação é muitas vezes acalentadora). Lavar as roupas, arrumar aqui e ali, planos em meio às reminiscências de qualquer coisa inventada… Mas, também existem os fatos, tão concretos, quentes como sola dos pés descalços que passei pela sala branca.
0 perturbações.
0 acidentes até a presente data.
Saudade. Nem é vontade de fazer texto velado, misterioso. É só aquilo que ainda não tomou forma, ou que, se eu for descrever, vai tomar tanto, tanto tempo, que nem sei…
Curiosidade absurda! Posso citar daquelas bichisses que te digo na terceira garrafa de cerveja? Quando te vejo pela primeira vez, meu-maior-amor-do-mundo, a vontade é de fazer assim:
“De onde você vem? / Quem vai te levar? / Quem te faz sorrir? / Quem te faz chorar? / Qual será seu nome? / Quantos seus amores? / Você me faz imaginar / Te vejo de longe / Vou te falar / Todas as coisas que você me faz pensar / Você ilumina todo lugar / E eu quero paz”

Híndira

Movimento Retilíneo Uniforme

ou, o Movimento Estrabista.

Segure com força a mandíbula de um tigre. Dê três voltas ao redor do seu eixo e escolha três ou quatro palavra morfologicamente ideais para seu delírio. Depois, levante uma bandeira branca como sinal de seu luto e quicá um ou dois meninos pelados para simbolizar a sua guerra suja.

Nós não temos educação. Nós somos o futuro da nação.

Redija três ou quatro manifestos durante a sua vida inteira. Plante uma árvore e ao redor dela, faça um muro de arame farpado com os dizeres: I DON’T KNOW, em húngaro. Se dirija a um monte, o maior deles, e lançe uma moeda em diração ao centro urbano. Peça um milagre, um pão com ovo e um futuro melhor a nosso filhos e primos.

Nós não somos cegos. Apenas fingimos que não vemos.

Cante uma opereta, abusando do si bémol e das cornetas. Fale palavrões do tipo: Amor, Respeito e Coleguismo. Nunca, mas nunca mesmo repita isso. Consuma sua raiva interna e lance mão de todos os seus artificios para o bem comum de sí mesmo, não esqueçendo é claro que os fins justificam a ganância. Colecione estupidez, hinos de louvações e as caras e bocas certas para todos os momentos. Não seja pego de supresa.

Nós não temos coragem. Nós estamos de Luto.

Não se esqueça de contar até cinco em cada momento de rebeldia. Não faça nada que seu pai não faria, mas faça tudo o que a tv ordena. Leia livros, compre albuns de figurinha. Cole seu nome completo em tudo o que escrever, da lista de supermercado á peça de arte ou o livro escrito. Não escreva livros.

Nós somos os passáros da nação. E amargamos com ela, a incerteza do amanhã.

O Movimento Estrabista não tem sonhos. Nós temos Metódos.

dos romances que ainda não escrevi:

“[...] cortou o pão com rapidez, como se estivesse atrasado para a escola. caminhou de um lado para o outro até que o microondas apitasse. nem sentiu o gosto do pão com manteiga, somente a massa que seus dentes triturava. estava tão invadido por aquela sensação que por instantes esqueceu de seus pais domindo e ligou o rádio. mas o desejo de música passou. o mesmo aconteceu com o da tevê, da leitura, da masturbação.”

Feliz Ano Velho

Faz tempo que desconfio que tenha sido por causa deste livro que peguei gosto pela leitura. Minha memória me trai: não sei como o exemplar chegou aqui, não sei porque gostei tanto a ponto de relê-lo todas as férias. To-das. Também faz tempo que não faço isso, então não posso dizer que ele me tocaria da mesma maneira, ou que seja o melhor livro do Marcelo Rubens Paiva [até porque, eu só li este mesmo]. Mas há uma parte que sempre me volta, que sempre tento plagiar e nunca consigo:

“Não estou querendo dizer que proponho agora que todos abandonem a fala e comecem a se entender por música (…), mas sim que se mantenham relações espirituais com determinadas pessoas em determinados momentos.

Fazer um som com o Cassy
Dançar com a Nana
Fofocar com a Gorda
Rir com a Laurinha
Discutir política com a Veroca
Dar uma bola com o Tucum
Jogar futebol com o Maurão
Ir ao cinema com o Richard
Pegar onda com o Bino
Ficar olhando a cara da Virgínia
Descobrir Campinas com o Rubão
Ver televisão com o Biguinha
Ir a uma festa com a Quitinha
Conhecer os amigos da Li
Dar amendoins pros pombos com a Gureti
Escrever cartas pra Cris.”

E como hoje acordei cedo e sentimental demais, foi inevitável não vir aqui colocar isso.

Vulgo,

X: -Vamos lá: quem é número par, neste grupo, quem é numero ímpar, senta desse lado aqui!
2: -Vamos lá, então! Acho que a gente devia fazer tudo separado, cada um fala uma parte, senão fica uma muvuca e ninguém vai entender nada!
4: -Também acho.
6: -Não sei o nome de todo mundo. Qual é o teu?
2: -Gisele.
6: -E o teu?
4: -Cris.
6: -Pedro.
2: -Acho que você, Pedro, podia ser o pai. Daí, a gente passava na rua e você reconheceria sua filha de mão dada com uma garota. Sei lá, acho que eu posso fazer a filha.
4: -É. Legal…
6: -Mas, você não acha isso muito literal? Quer dizer, ele falou que a gente tinha que se basear no conto, não que a gente teria que encenar o conto, montar cena com a historinha. Acho que a gente podia, sei lá, tirar o tema que, no caso, pra mim, é a descoberta, a surpresa de pensar que uma pessoa é isso e no final descobrir que é aquilo.
4: -É, no final descobrir que é aquilo…
2: -Mas, o tema não é esse! O tema pode ser amplo, pode ser, sei lá, a mentira, a decepção, a descoberta…
4: -É mesmo!
6: -Aí é que tá. A gente tem que decidir por qual lado começa. O que a gente quer enfocar? Sei lá, se a gente viajar muito também… Isso é coisa de uma cena só, não dá pra ficar elaborando a coisa mais mirabolante…
4: -É, então… A gente tem que ser rápido, porque o outro grupo já está terminando…
6: -Vamos fazer assim então: você está na rua, eu chego do nada e te beijo…
2: -Como assim, me beija? Quê que tem a ver?
6: -Putz, isso é foda… A gente não está tentando montar uma cena?
2: -Tá mas, quê que tem a ver me beijar?
6: -Meu, deixa eu terminar de expor a idéia?
4: -Gente, o tempo está correndo, se a gente se enrolar…
6: -A gente não está tratando de descoberta?
2: -Hum.
6: -Então, daí a gente faz uma coisa que ninguém está esperando, porque ninguém vai esperar que você está chegando, de boa, como se estivesse andando na rua. Daí, eu entro e dou um beijo.
2: -Sei lá, meu, acho que tá sem pé nem cabeça…
6: -Você já leu Kafka?
2: -Ah, já li, pouca coisa…
6: -Então, meio como que um conto que eu li dele. Não lembro agora se era Kafka ou Edgar Allan Poe mas, tinha esse lance do beijo sabe, que daí, virava uma descoberta. Se eu não me engano, era um passante que beijava outro na rua e um virava uma barata. Ou era um vampiro… Não sei, um lance muito louco. Então, a gente podia ir nesse esquema!
2: -Mas, daí, você entra, me beija e aê?
4: -Tipo, quando que eu entro em cena?
6: -Pode crer!
2: -Ai, tem você ainda!
6: -Quê que a gente faz?
2: – Meu, sei lá! Ela está passando… Ela pode ser uma velhinha que passa na cena e fica assustada com a gente se beijando!
6: -É! Daí a gente fica se beijando, sem parar, enquanto ela, sei lá, tem um ataque cardíaco!
4: -Pode crer! Vai ficar legal!
2: -É! A galera vai rir!
6: -Bom, vamos ensaiar, então?

Postulado: a vida é simples.

Híndira

Espasmos

Quantas pessoas idiotas me cercam, deus do céu!
Triste contar nos dedos quem é suportável, o pior é quando se divide as pessoas por assuntos: Estela é legal pra falar sobre teatro, Cecília para falar de sexo, é bacana falar de música com Rita. Um dia se está no ônibus e Ronaldo entra. O primeiro pensamento é “Puta, não estava afim de falar de política…”
Chatas, chatas, chatas.
Ultimamente aquele recurso da bigorna em desenhos tem estado presente nas cenas imaginárias que permeiam minha mente no dia-a-dia.
Sem contar o tanto de vezes que alguém termina de dizer algo e vem a célebre resposta na minha cabeça: É? Foda-se.
Comecei num emprego novo mas, todo mundo tem que usar roupa social e eu não tenho roupa social e acho roupa social tão feia e…e…
É? Foda-se.
Ai, acho que agora não tem mais jeito mesmo, terei de terminar com ele, porque não dá mais, ele não me respeita, isso não é amar, eu não me imagino casando com ele mas… Mas…
É? Foda-se.
Sem contar nas centenas histórias de infância contadas e recontadas. Não tenho o prazer da repetição que Freud explica.
SOBRE CIGARROS
Coisa boa usar cigarro feito incenso para ter respaldo de ficar parada no meio da rua olhando a fachada de um prédio. Como se está com o cigarro na mão, ninguém pensa que você é um alienado, retardado, avoado ou qualquer coisa que o valha.
O cigarro permite que se sente ao meio fio, fazendo nada, olhando para qualquer lugar. Se for cigarro e óculos escuros então… Você pode passar horas olhando pro decote da moça no ponto de ônibus que ninguém nem vai ligar… Mata-se o tempo e se deleita sem ninguém para incomodar… O mundo de óculos e cigarros é outro.
SOBRE SEXO
Sexo ruim… Putz, alguém me disse que seria muito bom ler sobre um teórico que fala sobre a importância de equilibrar a energia sexual… Bom, tanta gente já escreveu sobre isso mas, o fato é que sexo ruim causa um mau humor, uma inhaca no corpo, uma vontade de dormir para sempre…
SOBRE PESSOAS CHATAS
Morram, não cruzem o meu caminho, não me cobrem sorriso amarelo, não forgem manifestações de afeto, não mostrem desapontamento quando digo que vou embora, não me falem sobre o tempo…
São olhares inquisidores dos mais velhos que imprimem todos os seus medos, anseios e sonhos mortos na minha pele. São as senhoras que me encaram no ônibus e com olhar me enchem de chagas, gritam para que eu não perca tempo, aproveite todo o potencial antes que ele se esfarele, antes que meus peitos caiam e as pernas comecem a doer, antes que minha última menstruação venha. Não param de berrar que a vida é curta. Se pudessem teriam todas as vidas, não só a de seus filhos ou parentes, não só a de seus maridos, esposas e gatos. Estas pessoas gostam de colecionar vidas, quais sejam, aprisioná-las, enjaulá-las, etiquetá-las. Isso é vontade de somar poder e controle. Vontade de se fazer deus. A metáfora do deus onipotente e onipresente é sonho inventado por homem ocioso, pela infinita imaginação de quem sente fome e vontade de defecar o dia todo. Daquele que quer devorar o mundo e não sabe como daí, passa a vampirizar qualquer existência fora de seu corpo. O prazer de tirar anteninhas de formigas, jogar sal em lagarta, encostar em tatu-bola… Infantil? Ora, cada coisa é atribuída ao infantil…
Daqueles que não suporto, há também os saudosos da infância que nunca viveram. Juram que foram crianças felizes, tempo bom que não volta… Afff

Híndira

Próxima Página »


“Enquanto isso, no lustre do castelo…”

iequetingueleguelê

"...Xanduzinha, que vergonha Espezinharam-na-fulô E chegou um chamego chamado pop Ah, puta que pariu, Bate funk bate folk Ah, puta que pariu Bate estaca, bate rock Ah, puta que pariu..."

Tic Tac Tic Tac…

Julho 2008
S T Q Q S S D
« Jun   Ago »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Olha só meu mais novo pecadinho!