Arquivo para Setembro, 2007

1ª pessoa do singular…Assim…Isso!

Quando a gente come, às vezes regurgita o conteúdo gástrico (como é descrito no Houaiss) e fica um gosto amargo na boca e na garganta. Chega até a queimar por dentro.
É involuntário, incontrolável e inusitado.
Poderia dizer que é visceral? Sim, quase literalmente.
Incomoda e diz respeito ao organismo, diz respeito a si mesmo.
As coisas voltarem assim, descontroladamente e causar incômodo, quando parece que já foi digerido e consumido. Quando parece que já foi convertido em energia, ai, ai…
Diga-me, Zezé: com quantas mortes no peito se faz uma tradição? Ou o Dodó. Ou não diga, não me importo.
Porque o incômodo fatídico é assim: vem e vai. Talvez cíclico.
Mágoa. Isto é coisa que corrói e é tão egoísta, que pertence só a quem sente. Não transborda, inunda de sabor áspero somente a garganta daquele que comeu e regurgitou. Todo “o resto” é alheio à tua mágoa. Pois é.
Embora, às vezes sinta o calor do outro (Sente a minha mão na tua testa? É para aplacar a febre.), a dor do outro, não diria que se trata de piedade ou empatia ou até qualquer coisa que me una aos outros, à Substância.
Vishi, falar de Substância é estranho que nem falar Dele.

Híndira


“Enquanto isso, no lustre do castelo…”

iequetingueleguelê

"...Xanduzinha, que vergonha Espezinharam-na-fulô E chegou um chamego chamado pop Ah, puta que pariu, Bate funk bate folk Ah, puta que pariu Bate estaca, bate rock Ah, puta que pariu..."

Tic Tac Tic Tac…

Setembro 2007
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Olha só meu mais novo pecadinho!