…antes que eu rasgue com as unhas e dentes, que embeba de saliva e desfaça todo aquele odor. Tudo em sangue.
Fincados os dedos, por baixo das unhas cabelos, pele: células mortas.
Quantas hemácias? Cabelos? Expectativas? Não se pode saber.
Como quantificar em dias, em instantes, quadro a quadro? Isto já foi inventado e, se você muda de medida, perde-se das pessoas, perde o transporte, o olhar.
Até este ponto é positivo.
Mas, os rasgos não produzem nada. As unhas doem, porque a carne resiste. O grito é constante por isto não afeta a audição mais atenta.
Sibila.
Assopra.
Morde, sem arrancar pedaço.
Faz bolinhas com a pele, feito massinha, feito no Ateneu.
Aproveite os vincos.
Passada a sangria, espia a matéria que emerge. Aquilo que nunca foi evidente.
Aperta que vai parecer reagir, responder.
Ao final, conte-me como foi.
Híndira
