Arquivo para Junho, 2007

bom dia, comunidade.

[tirei da Folha de São Paulo - assim que o pacote caiu no quintal, corri pra saber as notícias antes de todos vocês - essa resenha sobre o espetáculo Nonada [Cia do Feijão] assinada por Matheus Misson.]

Num momento de impasse, de indignação geral onde nossos horizontes se estreitam, vez mais, deixando-nos a sensação de que já não há mais saída, chega Nonada:
- gente porque é gente não é inteligente?
- inteligente porque é inteligente não é gente?
[rá]
Bando de nonados inúteis! [rá]
NoNaDa
- um artista começa algo com algo, e termina algo com algo.
- uma peça teatral legal e ao mesmo tempo legal!

Morri em Burundi! E onde eu nasci?
Não fale aqui!
Morri em Burundi! E onde eu nasci?
Não fale aqui!
Morri em Burundi! E onde eu nasci?
Não fale aqui!
Agora fali!
Eu queria saber a história da minha vida!
Háháhá. Por que eu sei a história da minha vida, e também eu sei a dos outros?
Sério? – Por favor senhor conta a minha história?
Sim, eu conto, mais eu quero algo em troca se eu contar a sua história.
Oque? Como você vai querer algo em troca se eu não tenho nada para te dar, ou tenho?
Sim você tem algo, que será a última coisa que você vai falar!
- Depois de algum tempo, o garoto responde, claro que eu sei o que você quer em troca!
O que eu quero em troca?
Não sei! Mais, eu estou aqui pensando, nessa cabeçona que eu tenho que é, que é, que é…é, isso mesmo que é eu.
Bom, você é muito boa de adivinhação. Viu só e eu não disse que seria a última coisa que você ia falar.
Pera aí, pera aí, você está me querendo pra você contar a minha história.
É, é sim para eu contar sua história.
Acho que, acho que…
Para de enrolar e me fale se você quer ou não quer que eu conte sua história.
Sim, eu quero sim.
Primeiro menino, todo mundo sabe, só você não sabe.
O que me fale, me fale.
Você é mulata! Carambola, eu sempre quis ser mulata na minha vida.
Nossa, eu nunca tinha visto uma pessoa na minha vida que tenha o sonho de ser mulata.
Pois é, meu senhor agora você viu uma pessoa que tinha esse sonho que se realizou e não acredita que virou mulata.
Porque você está acreditando em você mesmo garotinho?
Não, sei não. A vida é engraçada, mais ao mesmo tempo é importante.

[meninos, corujismo às favas: eu chorei com esta última frase. TPM?]

Silêncio

batizado-021.jpg
Tentar elaborar acerca de:
- o silêncio usado contra mim, sobretudo como resposta.
- como forma de distanciamento, deligar-se de mim.
- como forma de dizer “Porra mas, você não percebeu ainda que o que tenho para dizer é justamente o quê não quer ouvir?”
- instigante, que ao invés de calar-me, leva-me ao grito rouco.
Grito.

Finalizar com fechar de cortinas mas, o público não se move na platéia, sem perceber que o espetáculo chegou ao fim.
(foto: por Mina Peta)

Híndira

Friagem

Numa destas madrugadas frias do mês de maio, morreu um mendigo que dormia em frente ao Senai de Informática, na Barão de Limeira. Nesta rua há a Folha de São Paulo e isto foi notícia dela.
Não percebi, quando passei por lá já havia outro mendigo dormindo, pensei que fosse o de sempre.
De fato, era.

Híndira


“Enquanto isso, no lustre do castelo…”

iequetingueleguelê

"...Xanduzinha, que vergonha Espezinharam-na-fulô E chegou um chamego chamado pop Ah, puta que pariu, Bate funk bate folk Ah, puta que pariu Bate estaca, bate rock Ah, puta que pariu..."

Tic Tac Tic Tac…

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Olha só meu mais novo pecadinho!