Arquivo para Janeiro, 2007

armário.

[Do lat. armariu.] S.m. Móvel de madeira, metal, etc, ou vão aberto na parede, com prateleiras e/ ou gavetas e, em geral, com portas, para guardar roupas, louças, papéis, remédios, ou quaisquer outros objetos. Armário embutido. Aquele que se situa num vão formado por duas ou três paredes. Sair do armário. Gír. Assumir, publicamente, a condição de homossexual.

[lá no Aurélio.]

http://www.akayism.org/

http://www.akayism.org/
melhor um muro sujo do que uma propaganda limpa.

Ela gostava de dormir à noite mais do que qualquer coisa e eu gostava de dormir quando bem entendia.

Gosto de tocar guitarra a qualquer hora. Então uma noite tive uma idéia pra uma canção – bem no meio da noite -, mas ali estava aquela mulher na minha cama.

Subitamente isto me bateu, naquele exato instante: era impossível. Tinha que ser uma ou outra: ela ou a carreira.

Veja bem, eu a amava muito. Então comecei a escrever uma de minhas melhores músicas, “Down on the Street”. Entrei no closet com meu amplificador e toquei a guitarra abafada e quieta – bem marcada, bem tribal. Soou legal – abafado e intenso. Mas então quis ir pra idéia seguinte da canção e pensei: “Oh, tenho que ficar quieto.”

E aí pensei: “Não, cara, você não tem que ficar quieto!”

Então saí do closet, e a parte seguinte era um tremendo barulho – uma porra de um acorde retumbante. Aquilo deixou-a imensamente abalada. Mas estava tudo bem: eu tinha a canção completa. Foi um momento divertido – nascimento! Então finalmente tive que dizer pra ela ir embora.

depoimento de Iggy Pop presente em Kill me Please, de Legs McNeil e Gillian McGain

Siga a bolinha.

Não sei o que você
ouviu sobre mim
mas vadia nenhuma
tira dinheiro de mim
não tenho Cadillac
nem permanente, ninguém vê
que eu sou um cafetão
não sei o que você
ouviu sobre mim
mas vadia nenhuma
tira dinheiro de mim
não tenho Cadillac
nem permanente, ninguém vê
que eu sou um cafetão
a gata está na boate,
ela dança por dinheiro
ela é tarada por Gucci,
Fendi, Prada
BCBG, Burberry,
Dolce e Gabbana
ela alimenta o sonho dos tolos,
eles pagam porque querem
mostrei uma grana
e ela logo entrou na minha
uma hora depois,
estávamos no hotel
os otários dizendo
que pensam nela
levei a vadia para o bar
para passar a conversa
ela gosta do meu estilo,
do meu sorriso, de como falo
ela é do interior, gosta de mim
porque sou de Nova York
eu não trouxe você aqui
porque quero sexo
trouxe porque quero faturar
não estou nem aí
se ela é boa de cama
vá para a rua, arranje um cara
e venha me pagar
gata, é simples,
você não vê?
quem transa comigo
transa com um cafetão
não sei o que você
ouviu sobre mim
mas vadia nenhuma
tira dinheiro de mim
não tenho Cadillac
nem permanente, ninguém vê
que eu sou um cafetão
-Cafetões, cafetões!
-Urra!
-Cafetões, cafetões!
-Urra!
Com a palavra, o escolhido:
Big Jeffrey.
Fale!
Companheiros, eu trouxe
um candidato novo.
Mas esse cara é diferente.
Ele não dirige um Cadillac.
O quê?
Ele não tem permanente.
O quê?
Por que devemos deixá-lo
entrar para a nossa legião?
Quem disse que o progresso
é lento não me conhecia.
Eu sou cafetão. Além disso,
tenho a bengala mágica.
O quê? O quê? O quê?
F-I-F-T-Y C-E-N-T
e S-N-O-O-P
o etilo Doggy na sua boca
para 2003
vocês sabem que
eu sou do DPG
F-I-F-T-Y C-E-N-T
e S-N-O-O-P
conhecidos mundialmente
e respeitados por todos
sabemos que você
é só um cafetão
o que você sabe de mim?
é, gata, estou com
meu pisante de crocodilo
vou lhe mostrar como
a minha mão é pesada
está enganada se acha
que meu ramo vai morrer
quero muitas gatas
ao meu lado
estou com o meu amigo Fifty
e não abro
nós te amamos, Snoop Dogg
é, eu também gosto de vocês
G-U-N-Y Tizzy
transando comigo
e com o D-P-Gizzy
meus parceiros de Nova York
sabem como o Dogg trabalha
tenho brothers do Queens,
vadias em Uptown
meu negócio é em Manhattan,
não brinco em serviço
tenho garotas quentes,
porto-riquenhas e tal
elas estão me esperando voltar
para tirar essas tranças
e me fazer um permanente
elas adoram quando
eu as trato bem
e mostro as minhas
habilidades de cafetão
não sei o que você
ouviu sobre mim
mas vadia nenhuma
tira dinheiro de mim
não tenho Cadillac
nem permanente, ninguém vê
que eu sou um cafetão
É o papai aqui que vai
levar você longe
eu sou um P-I-M-P
G-A-N-G-S-T-E-R
sou jovem mas não sou burro
tenho truques,
mas não sou um deles
eu jogo pesado,
se eu bater, você corre
elas fazem o que quiserem,
desde que tragam o meu
elas podem congelar
ou morrer de calor
jogo duro com elas,
tenho sempre uma carta na manga
não preciso lhes dar muito,
ficam felizes com sanduíches
O movimento é forte no Sul,
você sabe como é
dirigimos carrões brancos
e usamos casacos de pele
rodo meu medalhão
e elas ficam tontas
cara, libera a grana,
ou a garota vem comigo
quando o pescoço e o punho
brilham, ela deveria saber
que o dinheiro
faz o mundo girar
então, ao trabalho
é hora de mostrar
a esses caras como se age
você está protegida
pelo cafetão
G-Unit!
não sei o que você
ouviu sobre mim
mas vadia nenhuma
tira dinheiro de mim
não tenho Cadillac
nem permanente, ninguém vê
que eu sou um cafetão
Se não podemos derrotá-lo,
vamos nos unir a ele.
Aprovado!
Em Hollywood, dizem que
o melhor negócio é o showbiz
mas o melhor negócio
é a prostituição
dizem que falo rápido,
mas se você ouvir rápido
não preciso falar
mais devagar

Porque Snoop Dogg é o cara.

gráfico sobre a pós-modernidade

J. Klaus voltou a comer carne.

Se insisto, ele surgirá, ficará ereto e me penetrará tão profundamente que ficarei marcado pelos estigmas.

Não posso mais suportar isso. Vou transformá-lo numa personagem que saberei, à minha moda, martirizar, isto é, Mignon-Pé-Pequeno. Ele ainda conservará seus vinte anos, embora seu destino seja tornar-se o pai e o amante de Nossa Senhora das Flores.

A Divina ele disse:

- Peço desculpas!

Cheio de vinho, Mignon não notou a estranheza do transeunte dono de uma gentileza agressiva:

- E aí, minha filha?

Divina parou. Uma conversa brincalhona e perigosa seguiu-se, e depois tudo se passou como se deveria desejar. Divina levou Mignon para sua casa, na Rue Caulaincourt. É a água-furtada onde ela morreu, de onde se vê sob si, tal qual o mar abaixo do vigia na gávea, um cemitério e os túmulos. Os ciprestes cantam. Os fantasmas dormitam. Todas as manhãs, Divina pela janela sacudirá o pano de pó e dirá adeus aos fantasmas. Com o auxílio de um binóculo, um dia ela descobrirá um jovem coveiro. “Deus me perdoe”, ela dirá “tem um litro de vinho sobre o caixão.” O coveiro irá envelhecer com ela e enterrá-la sem saber coisa alguma a seu respeito.

Portanto, junto com Mignon, ela subiu. Mais tarde, na água-furtada, a portas fechadas, ela o despiu. Tiradas as calças, a jaqueta, a camisa, ele pareceu branco e desmoronado como uma avalanche. À noite, se encontraram emaranhados nos lençóis úmidos e amarfanhados.

- Que bagunça! Ontem eu tava um bocado sonado, hein, garotão?

Ele riu amarelo e passou os olhos pela água-furtada. É um aposento em desvão. Sobre o soalho, Divina colocou uns tapetes surrados e pregou nas paredes os assassinos das paredes da minha cela e os fantásticos retratos de belos rapazes que ela furtou da vitrine dos fotógrafos e que carregam todos os sinais do poder das trevas.

- Vitrine, hum!

Sobre a chaminé um tubo de gardenal colocado numa pequena regata de madeira pintada é o suficiente para desprender o quarto do bloco de pedra caiada que é o prédio, suspendendo-o como uma gaiola entre o céu e a terra.

Pelo jeito de falar, de acender e fumar o cigarro, Divina percebeu que Mignon é um cafetão. Ela teve no princípio certos medos de ser espancada, roubada, aviltada. Porém, sentiu o orgulho de ter feito um cafetão gozar. Sem prever exatamente o que resultaria da aventura, e mais que voluntariamente, um pouco como um pássaro, digamos, entra pela garganta de uma serpente, fascinada ela disse: “Fique”, e hesitando:

- Se quiser.

- Podes crer, você parou na minha.

Mignon ficou.

trecho de Nossa Senhora das Flores, por Jean Genet

você sabe que vivo à beira do rio,

sabe da minha propensão, do meu ridículo, da minha arrogância.

do meu delírio.

é você que me arrasta pelas correntes,
não, nem correntes – pra quê?

nas sextas-feiras durmo ao pé da sua cama,
sempre, sempre
e se você abre a portinhola
da gaiola
é quando despenco
o céu azul, opressão em meu peito, tanto e tanto e você não: nada.

só fico de te vislumbrar do alto mundo livre, porque preso
pipa, penso na linha imaginária, o retorno ao quente, aconhegante,
onde não há chuva, nem vento – mesmo nas tempestades de nós.

cavalgue em velocidade através dos campos de centeio a sua locomotiva de força
sobre o meu olhar infantil

é este o meu céu.

Yane Santiago

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“Enquanto isso, no lustre do castelo…”

iequetingueleguelê

"...Xanduzinha, que vergonha Espezinharam-na-fulô E chegou um chamego chamado pop Ah, puta que pariu, Bate funk bate folk Ah, puta que pariu Bate estaca, bate rock Ah, puta que pariu..."

Tic Tac Tic Tac…

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Olha só meu mais novo pecadinho!

Pega essa!